quer saber? parte de mim vai ficar no mistério, peixe fora da armada.
livre de todas as redes, teias, conexões.
tão, tão bom dormir nesse amparo de não se saber por inteiro!

de Claudia Pucci Abrahão
quer saber? parte de mim vai ficar no mistério, peixe fora da armada.
livre de todas as redes, teias, conexões.
tão, tão bom dormir nesse amparo de não se saber por inteiro!
dança da vida mapeada no rosto
mini-rugas
mini-ruas de si.
Ao lado dos altares-pedestais caprichosamente decorados com oferendas, há sempre uma cesta de pedras.
Estranhamente, para a mesma divindade. Mas só em casos de amor não correspondido.
não gosto de regras, só de nortes.
então compartilho bússolas,
e dúvidas sobre a precisão dos ponteiros.
amanhã cinemo de novo, depois de tempos teatrando, escrevendo.
sabe subida de montanha russa quase chegando lá em cima?
em tempos de tempestade, a pele impermeável provoca enchentes,
derrames,
dilúvios.
cinemando
amando cinemar
assim ando
toda vez que me pergunto pra que ando servindo, o que ando produzindo,
me pergunto também a que serve essas perguntas
a quem serve?
servidão.
e de repente dá um impulso incontrolável de ser absolutamente inútil, além de só existir.
desculpem a demora… os verões tem uma intensidade incompatível com os computadores…
Tenho aprendido muito com as águas.
Não se muda um curso de rio, aprende-se a navegar nele.
A natureza das coisas nasce com a sua essência.