pequena ode à inadequação

minhas sobrancelhas não param penteadas
os (raros) esmaltes não param nas minhas unhas
o bico dos meus sapatos não param reto: arrebitam.
Os fios da minha cabeça não param deitados: orbitam.
Eu não paro num salto alto
salto pra fora,
pro alto,
sempre.
Eu não paro quieta.
Eu não paro branca.
Quando eu nasci, meu nome me disse:
manca.

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