e aí, dá tempo?

segunda-feira. só a semana que começa, mas o prazo pra muita coisa tá acabando. pra pagar contas, pra fazer projetos, pra resolver pendências chatas que eu adio até o último minuto, entre outras milhares. prazo pra muita coisa se acabando…Isso inclui o mundo, por causa das guerras e da ameaça nuclear, isso inclui as calotas polares, por causa do que todo mundo já sabe, isso inclui minha paciência pra tudo isso, isso inclui…
posso tomar um ar, por favor?

às vezes, dá vontade de fazer que nem o Hero Nakamura, congelar o tempo. Dá vontade de congelar só as ações filhas da puta e poder gozar um pouco e sem pressa as coisas boas – e são tantas! – desse mundo.
isso é culpa? é.
prepotência? é.
criancice? é.
mas eu sinto assim. tem conserto?

fazer, fazer, fazer

muita coisa anda acontecendo.
sempre tenho a sensação estranha que faço muito mais coisas do que aguento e menos do que deveria. Isso é um aforismo muito cansativo, me tira a energia pra fazer outras coisas.
fazer com prazer.

(são 5:52. eu deveria estar dormindo. deveria?)

20.01.2009

Hoje acordei de insônia. O Pedro mamou e não dormi. Um bicho, que não o pernilongo, zumbia em minhas orelhas.
No ouvido, na verdade.
Levantei, atizicada. era quase claro, coisa que na roça é bonito de ver, coisa que aqui tanto faz. Mas ainda há silêncio.
Hoje amanheceu com espírito de dia profético. Algo bom.
Hoje tem a posse do Obama, mas não tinha a ver com isso (espero que também tenha, no fim das contas)
É algum gosto de destino descoberto. Uma porta que se abriu na alma (espero que também na matéria, no fim das contas)
No fim das contas
No começo de alguma coisa.

novo blog

Eu tô sumida por aqui, apareci acolá.
Entre as coisas que me tiram o tempo e me dão prazer, está a construção da nossa casa.
Pra não ficar monotemática aqui, fizemos um blog exclusivo:

http://obraprospero.blogspot.com/

Se você se interessa pelo passo a passo de uma obra que quer ser linda-barata-descolada-moderna-sustentável, e ainda quer ler as reflexões que fazemos durante este percurso, xereta lá.

daqui a pouco eu volto com outros temas…

era uma casa muito engraçada…

capítulo X da vida: a Própria Casa Própria
a gente zoa com isso, faz piada, mas uma coisa é verdade. Aliás, duas:
1) Todo mundo merece ter seu canto
2) Ninguém merece pagar aluguel.
Movidos por essas certezas, procuramos há mais de um ano.
Em São Paulo é assim: tem que conseguir uma combinação mais que perfeita entre tamanho, localização, transporte, horas de trânsito, coeficiente de barulho e poluição e quartos em que se pode, ao menos, dormir na horizontal. Porque vamos combinar que nem no Japão deve ter quartos dos tamanhos que andam vendendo…
Agora somos vítimas das incorporadoras. Os prédios tipinho neoclássico que têm derrubado as casas de todas as vovós do bairro aumentaram o metro quadrado a preço de solo sagrado, e uma casinha capenga tá valendo ouro por aqui.
Mas eu insisti, vazendo valer os chifres da teimosia taurina, e achei, aqui perto, ainda numa ilha longe do som das britadeiras (ou talvez eu já esteja surda demais pra ouvir, porque nem tão longe é)
casa véia, muita reforma, mas de repente rola.
fizemos uma proposta estilo truco, bem menos do que pediam, bem mais do que temos, e talvez mais do que vale, se não fosse a especulação. Trucamos semana passada, a corretora pediu seis, a gente pediu nove e estamos até agora suspensos no ar. O Dja é um ótimo jogador (ele gosta da coisa), mas eu que gosto da casa tô roendo até canto de unha.
amanhã a mulher disse que liga com a resposta. Nessas horas só na fé.
a gente tem visto apartamentos também, mas não dá pra fazer fogueira, plantar árvore e criar cachorro.
e até amanhã, minha barriga = tobogã

na gira…

muita coisa pra falar, mas o sono também é muito e eu estou finalizando um video que vai passar amanhã no Cinesesc, uma invenção do Heron. Porque o Heron não pára nem com tumor. É engraçado, porque ele sempre me falou da Ana Carolina, a cineasta, que eu só tinha uma vaga lembrança de uns filmes vistos na ECA, e agora cá estou revendo as coisas dela pra fazer essa colagem, e sabe, ela é bem louca!
sobre a Gira, é tanta coisa já, o frio na barriga é tanto que não é hoje que eu vou escrever. Só digo uma coisa, tá rolando…e faz parte de todos os sonhos que estão se condensando na matéria palpável, e olha que estamos ainda em julho, e muita água vai passar por debaixo da ponte. Todo meu ser está voltado para essa palavra: concretude. E as palavras da Gira vão assumindo corpo e voz, para minha alegria.

agradeço, agradeço e é só.

polianice

a única coisa boa de demorar a viabilizar um projeto é que, enquanto não sai, eu vou aperfeiçoando.
NA GIRA RETA DO DELÍRIO, por exemplo. Descobri recentemente que a personagem que inspirou a peça simplesmente está equivocada.
lá vamos nós, reescrevendo.
a gente muda, elas mudam com a gente. as personas.
bora aí, mudando, minha filha! o futuro é grande, mas uma hora ele encurta! terra gira devagar pra não dar tontura, mas parar no tempo dá vertigem de retrocesso.
já tô falando demais…

identidade

eu 7kg mais magra. Hoje era segunda, mas como era feriado, comi strogonof. mas vou fazer kung fu, de repente agora vai.
estava adorando as aulas de danças brasileiras do Cris Meirelles, mas ele quebrou o mindinho do pé, é mole? um mindinho cambeia a gente toda!
eu sem óculos, mas fazer o que, não dá pra ficar sem nem usar lente. então agora assumi de vez, botei óculos daqueles de aro grosso. meio 60. meio estilozinho. meio máscara do zorro, pra falar a verdade.
eu de cabelo arrumadinho, mas disso já desencanei faz tempo. não quero fazer relaxamento e coisas do gênero, tenho medo de câncer no cérebro e da estética chapinha. pelo menos o cabelo zoado é estilo da família, eu, dja, pedro. o dele tem cachinhos.

crise choque pilha

crise tem sido moda. pra mim, nunca foi. acho um saco, porque tudo pára. ou antes parasse, tudo dá voltas, tudo dá náuseas, eu, correndo atrás do rabo. é claro que vem para bem, a gente cresce e etc, mas até que chegue…são voltas e voltas…
nessa semana assumi uma crise. crisezinha, mas ei-la aí, inevitável, dando sono nas horas erradas e tirando o sono nas madrugadas.
mas dessa vez, ela veio com um rosto. um rosto gordo e escroto. que ria e urinava em mim, enquanto eu, com a boa vontade de uma boa alma, fazia o que ele pedia.
foi um sonho. a figura escrota (antes, não assim revelada) me pedia para que eu pegasse um par de pilhas num poste – assim são os sonhos, não me peça explicações. botei a mão no poste, levei um choque desses de prender os dedos, o cara ria e mijava na minha cara. muito humilhante. por alguma razão desconhecida, o pedro chorou bem nessa hora, como um anjo me tirando de perto daquele traste no meio da madrugada para sua mamadinha de sempre…e deixando claro o confronto com essa energia indesejável.
o cara gordo e escroto?
não. esse é só mais um daqueles personagens internos. a energia indesejável é aquela que me faz virar uma ameba, ficar suscetível, perder meu chão.
por que, ô caralho, eu não faço logo o mero fazer? o que vim pra fazer? por que, ó por que, uma multidão de palavras inúteis invadem minha cabeça me tirando o sossego, atisicando a certeza, a clareza, a coragem, a confiança? a claudia, sei lá. hoje está estranho até dizer meu nome, como se não fosse eu.

a minha casa tem goteira

antes, pingava ni mim
em cima do meu travesseiro
remendamos o telhado umas 1500 vezes. O cara que arruma disse que não tem mais jeito.
agora, quando chove, só chove (e chove meeeesmo) no banheiro.
devo agradecer porque é no banheiro, piso frio?
espero, conformada, pela estiagem? Mesmo que o ar de SP fique horrível?