crise choque pilha

crise tem sido moda. pra mim, nunca foi. acho um saco, porque tudo pára. ou antes parasse, tudo dá voltas, tudo dá náuseas, eu, correndo atrás do rabo. é claro que vem para bem, a gente cresce e etc, mas até que chegue…são voltas e voltas…
nessa semana assumi uma crise. crisezinha, mas ei-la aí, inevitável, dando sono nas horas erradas e tirando o sono nas madrugadas.
mas dessa vez, ela veio com um rosto. um rosto gordo e escroto. que ria e urinava em mim, enquanto eu, com a boa vontade de uma boa alma, fazia o que ele pedia.
foi um sonho. a figura escrota (antes, não assim revelada) me pedia para que eu pegasse um par de pilhas num poste – assim são os sonhos, não me peça explicações. botei a mão no poste, levei um choque desses de prender os dedos, o cara ria e mijava na minha cara. muito humilhante. por alguma razão desconhecida, o pedro chorou bem nessa hora, como um anjo me tirando de perto daquele traste no meio da madrugada para sua mamadinha de sempre…e deixando claro o confronto com essa energia indesejável.
o cara gordo e escroto?
não. esse é só mais um daqueles personagens internos. a energia indesejável é aquela que me faz virar uma ameba, ficar suscetível, perder meu chão.
por que, ô caralho, eu não faço logo o mero fazer? o que vim pra fazer? por que, ó por que, uma multidão de palavras inúteis invadem minha cabeça me tirando o sossego, atisicando a certeza, a clareza, a coragem, a confiança? a claudia, sei lá. hoje está estranho até dizer meu nome, como se não fosse eu.

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