gabriel

veio galopando vento,

de matéria leve, inquieta, atenta.

difícil de captar o espírito, sempre em movimento. a densidade mora no cristalino, na enigmática mirada de quem chega e pergunta. sem parar, pergunta.

sorriso-deboche, pula do colo como se um anjo aparasse. cai. e no dia seguinte, pula de novo.

o (ainda) cinza do sol

E cobro, cobro, coro, cobro

Como pode você me deixar refém do meu próprio abandono? Essa fuga covarde, na sombra penumbra, de lidar com o medo do outro de ser só e só?

Cobro, coro, envergonho, mas sinto. A falta.

Porque, de repente, um algo só não basta. Não é sempre que conseguimos fazer da própria voz acalanto para noites frias.