conto de espadas

Era um lugar perigoso. Lugar de gente perigosa, bairro sombrio. Ela estava fora de casa, não lembrava o que fazia ali, no meio daquela gente. Foi pra lá com uma missão, tinha que encontrar alguém. Seu único contato era o guia da viagem, que a conduziu temeroso àquele lugar – mas pra que diabos alguém se mete num canto desses? Qualquer problema, ligue. O problema chegou, a ligação se perdeu. O celular se perdeu. Ela se perdeu. Era só, no meio de gente perigosa e estranha, piratas, ladrões, ressentidos, excluídos. Era só, no meio de gente estranha, ressentidos, excluídos. Era só, no meio de gente estranha, excluída. Era só, no meio de gente estranha. Era só, no meio de gente. Era ela, no meio de gente. Gente como ela, só gente. Gente que sofria, como ela sofria. Sofria, e só. Aí ela sofreu junto, e achou saída. Achou saída para sua covardia, porque pensava que era só. Achou saída, achou sentimento novo e antigo, ganhou coragem, voltou pra casa, era outra casa, mais sua que a outra antiga.

e acordou.

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